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Câncer de próstata: cerca de 20% dos casos são diagnosticados em estágio avançado

18 de novembro

Rede de Hospitais São Camilo SP apoia campanha Novembro Azul para ampliar conscientização da população sobre a importância dos exames preventivos

 

Considerado o segundo tipo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), o câncer de próstata representa 29% dos diagnósticos da doença no Brasil. Os dados são do Inca (Instituto Nacional do Câncer), que apontam ainda para mais de 65 mil novos casos a cada ano. Com início assintomático, muitas vezes o tumor só é descoberto em estágios avançados, aumentando o risco de óbito. Segundo o último levantamento do Instituto, esta foi a segunda principal causa de morte por câncer no país, levando a óbito 15.893 brasileiros. O urologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dr. Caio Cintra destaca que os exames preventivos são fundamentais para evitar este cenário. “Estudos revelam que cerca de 20% dos diagnósticos do câncer de próstata ocorrem tardiamente, índice que pode ser combatido com o acompanhamento periódico”, explica. Dr. Álvaro Bosco, urologista que também atua na Rede São Camilo SP, ressalta que a pandemia e o isolamento fizeram com que muitos homens deixassem de fazer o exame preventivo. “Em 2020, identificamos uma redução de 70% dos exames laboratoriais de PSA (Antígeno Prostático Específico) e de toque retal na Rede.” Dados de uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que, em função da pandemia, 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico. Para o paciente Ernesto, 67 anos, manter a rotina de cuidados foi o que possibilitou um diagnóstico em estágio inicial. A alteração na próstata foi identificada pelo Dr. Caio logo no começo da pandemia, durante o exame de toque. “Meu pai e irmão mais velho tiveram a doença, por isso sempre fiz o acompanhamento regularmente. Apesar de ter ficado preocupado com o diagnóstico no começo, o médico me tranquilizou explicando que, por ter descoberto no início, as chances de cura eram altas”, conta. Outro obstáculo comum para a realização dos acompanhamentos periódicos é o preconceito ainda presente em nossa cultura. “Os homens, em geral, ainda enfrentam dificuldade de lidar com a questão e evitam o exame do toque, por exemplo, pois a supervalorização da atividade sexual e o medo da impotência ainda são um peso para muitos pacientes”, afirma Dr. Álvaro.

Casado e pai de três filhos adultos, sendo dois deles homens, Ernesto não abre mão de cuidar da saúde. “Meu recado a todos os homens é: livrem-se do medo e do preconceito, pois ter uma vida saudável é fundamental”, aconselha. Ao descobrir o câncer no início, o paciente optou pela cirurgia de retirada total da próstata e hoje segue fazendo o acompanhamento com o especialista. Grupo de risco e primeiros sinais Segundo os médicos, homens com idade acima de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão entre os mais propensos a desenvolver a doença, além de fatores como o envelhecimento e a hereditariedade. “Alguns sinais passam despercebidos, como incômodo ao urinar e dificuldades de ereção, que podem ser confundidos como sinais comuns ao avanço da idade”, destaca Dr. Caio. Dessa forma, ele frisa que os pacientes com histórico familiar devem fazer o exame de toque retal anualmente e/ou o exame de sangue para avaliar a dosagem de PSA a partir dos 45 anos, cinco anos antes em comparação a quem não tem casos na família. Novembro Azul Com o objetivo de ampliar a conscientização da população sobre a importância do cuidado à saúde masculina e estimular divulgações sobre prevenção e tratamentos, a Rede São Camilo SP adere anualmente à campanha Novembro Azul, iluminando suas fachadas durante todo o mês, além de gerar conteúdos nas redes sociais e promover ações voltadas aos seus colaboradores. A instituição conta com centros de diagnósticos em suas Unidades, permitindo que o paciente realize as consultas médicas e os exames necessários num único local. Os especialistas do Hospital São Camilo destacam que a campanha é uma forma de promover uma mudança de hábitos e a quebra de paradigmas, como o medo de ir ao urologista e se submeter ao exame de toque, por exemplo. Além do câncer de próstata, o exame retal também é capaz de diagnosticar a hiperplasia prostática benigna (HPB), também conhecida como aumento prostático sem câncer, principal problema da próstata em homens a partir dos 50 anos. Vale ressaltar ainda que, quanto mais cedo o exame for realizado, maiores as chances de cura. “Se detectado rapidamente, o câncer de próstata pode ser curado em 90% dos casos”, finaliza Dr. Álvaro.

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