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Coronavírus: o que precisamos saber

31 de janeiro

Os grupos de risco da doença são semelhantes aos de doenças de notificação compulsória e outras febres hemorrágicas. Confira.

Coronavirus (CoV) representa uma família de vírus comuns em alguns animais tais como: vacas, gatos, camelos, morcegos e que podem ser transmitidos para os seres humanos, com posterior transmissão entre as pessoas. São causadores de doenças respiratórias que variam desde uma simples gripe até quadros graves como por exemplo a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

O novo subtipo de coronavirus, batizado de 2019nCoV, foi identificado inicialmente em Wuhan na China em 31 de dezembro de 2019 e provavelmente surgiu da combinação de vários coronavirus de diferentes animais e já se espalhou por 20 países até o momento. A transmissão é especialmente por via respiratória, quando a pessoa tosse ou espirra, semelhante a uma gripe.

Cerca de 2 a 14 dias após o contato com o vírus surgem os sintomas: febre, tosse e dificuldade para respirar, podendo o paciente transmitir a doença, provavelmente, por 7 a 14 dias após o início dos sintomas. Até o momento, não há vacinas disponíveis para a prevenção da doença e também não há um tratamento específico, sendo que a terapêutica será baseada nos sintomas apresentados pelo doente.

O diagnóstico laboratorial é feito através da pesquisa do material genético do vírus no material humano coletado: swab nasal/oral ou aspirado de nasofaringe ou escarro ou lavado bronco alveolar.

Grupos de risco

Os grupos de risco para a aquisição da doença incluem pessoas:

– nos extremos de idades

– com doenças crônicas cardiopulmonares

– gestantes

– em uso de corticoides ou imunossupressores

– com doenças oncológicas ou oncohematológicas

– portadoras do vírus HIV, entre outros.

 

Prevenção: feita através de medidas que diminuem as chances de disseminação ou aquisição do vírus tais como:

– higiene das mãos com água e sabão por cerca de 20 segundos

– higiene das mãos com álcool gel se elas estiverem visivelmente limpas

– evitar contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios

– permanecer em casa se apresentar sintomas respiratórios e em casos de piora clínica procurar orientação médica

– cobrir a boca com lenço de papel se for tossir ou espirrar

– evitar transitar por locais com muitas pessoas e se não puder evitar usar máscara cirúrgica para proteção

– usar máscara cirúrgica se apresentar sintomas respiratórios e for ter contato com outras pessoas

– se apresentar sintomas respiratórios, evitar compartilhar com outras pessoas: copos, talheres, pratos, toalhas e roupas de cama

– não ter contato com animais se estiver doente, porém caso ocorra, usar máscara cirúrgica para proteção

– não ter contato com animais selvagens ou de fazenda, especialmente se eles estiverem doentes

– higienizar e cozinhar bem os alimentos, especialmente carnes e ovos.

 

Por Dr. Marcos Antônio Cyrillo (Infectologista IBCC Oncologia)

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