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Estudo avalia eficácia na redução do período de tratamento de radioterapia para pacientes com câncer de mama

15 de abril

Pesquisa Clínica do São Camilo Oncologia iniciou estudo em fevereiro deste ano e deve recrutar 36 pacientes

Um estudo destinado a pacientes com diagnóstico de câncer de mama em fase inicial submetidas à cirurgia conservadora da mama foi aberto pelo Centro de Pesquisa do São Camilo Oncologia. A proposta desse estudo exploratório chamado LAPIDARY  – que traz o significado de lapidação da radioterapia, busca analisar a eficácia do tempo de exposição da paciente às sessões desse tratamento. Além da linha de radioterapia com irradiação da mama toda em 15 sessões (hipofracionada) em 3 semanas, o estudo analisa o experimento de irradiação da mama total em apenas 5 sessões (acelerada) e ainda a irradiação parcial da mama em 5 sessões (acelerada parcial), ou seja, apenas no leito tumoral. Nos dois últimos o tratamento seria feito em apenas 1 semana.

As técnicas de simulação e tratamento não se modificam, de acordo com o Dr. Eduardo Barbieri, médico radio-oncologista do São Camilo Oncologia e idealizador do estudo. O que muda é o volume de tratamento e número de sessões. “Existem dados na literatura que indicam resultados favoráveis com redução de frações de radioterapia e, ajustes de doses, permitindo o controle local do tumor e redução dos eventos adversos tardios. O menor tempo de tratamento traz benefícios, como: menor número de visitas da paciente ao hospital (de 3 a 4 semanas para uma semana), sem repercussão no controle local da lesão e/ou impacto no resultado estético pós-radioterapia”, complementa o rádio-oncologista.

Além dessa redução no período de tratamento, o estudo avalia também a radioterapia acelerada parcial da mama, que consiste na radioterapia apenas no leito tumoral em 5 sessões preservando a maior parte da mama, impactando em menos efeitos colaterais e melhor resultado estético. “O racional da radioterapia parcial da mama é baseado na evidência de que mais de 85% das recaídas locais acontecem no leito tumoral inicial”, acrescenta o Dr. Barbieri.

Ainda segundo o médico, essa redução no tempo de tratamento impacta no acesso a terapia e nos custos ao sistema de saúde, pois permite tratar mais pacientes no Brasil onde a demanda por radioterapia é reprimida, reduzindo a necessidade de deslocamento das pacientes e quantidade de horas de trabalho. Um desafio no tratamento dessas pacientes é reduzir a morbidade, sem comprometer sua capacidade de curar o câncer.

*A radioterapia no Brasil*

A radioterapia pode ser realizada exclusivamente ou associada a outras modalidades terapêuticas. Inicialmente, a radioterapia pós-operatória de mama era feita com 25 a 30 sessões, numa frequência de 5 vezes por semana resultando num período de 5 a 6 semanas. A partir de publicações de seguimento a longo prazo, esse esquema de hipofracionamento em 15 a 20 sessões começou a ser adotado amplamente no Brasil. Embora no Brasil tenha uma maior utilização do regime hipofracionado, não temos dados comparativos sobre o regime ideal de tratamento radioterápico de pacientes com câncer de mama, em estágio inicial na nossa população. E, essa redução desse tipo de tratamento, com os benefícios associados é o que pretendemos comprovar”, finaliza.

A expectativa é recrutar 36 pacientes para o estudo que está aberto desde fevereiro de 2021. Quem se enquadrar nos critérios clínicos exigidos pelo estudo, pode entrar em contato com o Centro de Pesquisa Clínica.

E-mailrecrutamento.pesquisa@ibcc.org.br Telefone: (11) 3474-4264

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