III Workshop da Qualidade e Segurança do Paciente discute experiência e eventos adversos

2 de março


Evento reuniu mais de 100 pessoas e abordou custos em saúde,
disclosure e ações de melhoria contínua

Desfecho clínico, valor e transformação na saúde foram um dos temas abordados no III Workshop da Qualidade e Segurança do Paciente promovido pelo IBCC Oncologia com a participação de mais de 100 pessoas. “O cuidado precisa ser baseado em valor, é necessário o engajamento multidisciplinar, um time para mensuração de desfecho clínico e da experiência do paciente”, destacou o cirurgião oncológico do IBCC Oncologia, dr. Abner Barrozo.
O atual cenário em saúde prevê o envelhecimento da população, a existência cada vez maior de doenças e custos elevados, sendo uma delas a oncologia. Segundo pesquisa americana, apresentada pelo médico, os sobreviventes de câncer em 2018 representaram 18,1 milhões de custos ao país, enquanto para 2040 são esperados 294 milhões de gastos com o doença.
Telma de Bellis, coordenadora da Qualidade do IBCC trouxe resultados que reduziram em 122 mil mortes evitáveis num período de 18 meses um estudo por adoção de bundles (pacotes de intervenção) para redução dos eventos adversos com dano óbito. “É necessário equipe de resposta rápida, envolvimento da alta direção com foco no fazer o que é certo, ser proativo e contar não somente com projetos de segurança, mas sistemas que sustentem esses projetos”, destaca Telma.
Priscila Rosseto, gerente de Qualidade e Segurança do paciente da BP, ampliou o conceito de Safety Huddle estimulando a equipe a refletir sobre o que deu ou não certo para melhoria contínua dos processos. Segundo ela, é essencial gerenciar riscos diários e reduzir danos. Ela enfatiza que a experiência do paciente é resultado de sua perspectiva somada a de quem entrega o serviço de saúde e que é necessário engajar os pacientes e familiares.
Pryscila Kiehl, coordenadora de projetos do escritório Planetree Brasil, reforçou a importância de profissionais levarem a experiência do paciente para suas equipes e o que o paciente espera como respeito na instituição está relacionado aos seus valores, preferências e necessidades serem respeitadas. Algumas ações foram citadas com resultados positivos como a informação e educação ao paciente, rounds da liderança e a discussão beira leito, que traz o paciente como parceiro do cuidado, entre outros.
A abertura de informações (disclosure) foi tema abordado por Fernanda Paulino, gerente de qualidade do Albert Einstein, reforçando que a comunicação aberta e transparente mediante um evento aumenta a segurança da família para com a instituição, reduz ações judiciais e o risco de crise de imagem.
Segunda e terceira vítima e como lidar com desvios das boas práticas na área da saúde numa interface médico-jurídica também foram temas abordados, além do uso da inteligência artificial para redução das sepses. Ao final do evento, foram votados os trabalhos apresentados durante a Exposição de Melhoria Contínua, sendo os ganhadores: SESMT que trouxe “Controle de entrega e recebimento de dosímetros”, Serviço de Estomaterapia com o tema “Incidência de Lesão por Pressão em Unidade de Terapia Intensiva para Adultos” e Grupo de controle da Dor com o tema “Extração Acidental de Cateter Peridural”.

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