Mastologista do IBCC revela como a ciência evoluiu no tratamento contra o câncer de mama

14 de outubro

O Outubro Rosa é importante para alertar as mulheres a se protegerem contra o câncer de mama. As recomendações de prevenção são indispensáveis: autoexame, acompanhamento médico periódico e cuidados com a saúde em geral. Mas, a ciência continua a estudar a doença e os tratamentos evoluíram consideravelmente. Para entender como a área médica tem buscado uma abordagem mais segura e com resultados cada vez melhores, a mastologista do IBCC Oncologia Vanessa Saliba Donatelli, fala sobre o desenvolvimento no combate ao câncer de mama e o que ainda precisa mudar. Vem saber!

1 – O que existe de novo no tratamento contra o câncer de mama?
Atualmente, dentro do tratamento cirúrgico contra o câncer de mama, é possível fazer cirurgias mais conservadoras do que há 20 anos. São consideradas cirurgias conservadoras quando se retira apenas o tumor, com uma margem de segurança adequada, sem a necessidade de remoção de todo o seio. Mas tudo vai depender do tamanho do nódulo. Por isso, é importante o diagnóstico precoce. Vale acrescentar que desde 2013 se tornou lei no Brasil, o direito da mulher de realizar a cirurgia reparadora ou de reconstrução da mama, após a retirada de parte ou de todo o seio. O que pode contribuir muito para o bem-estar psicológico da paciente com câncer.

2 – E quanto aos estudos, há algum ou alguns promissores sendo realizados para combater o câncer de mama?
Sim, o investimento e dedicação em estudos científicos, tanto de mastologistas quanto de oncologistas é constante. Existem estudos, por exemplo, na área de Oncologia que visam o descobrimento mais detalhando da microbiologia tumoral com o objetivo de desenvolver medicamentos cada vez mais eficazes e que consigam destruir as células cancerígenas desde o início da formação.

3 – O que mudou na detecção e cuidados da doença ao longo dos anos?
Ao longo dos anos se estabeleceu realmente que a mamografia é o método mais eficaz, a partir dos 40 anos, para a detecção precoce do câncer de mama. E a isso acrescentou-se, nas mulheres mais jovens e com história de câncer de mama em parentes de primeiro grau, a realização de ressonância nuclear magnética das mamas, com o aumento da eficácia do diagnóstico nas mulheres de alto risco. Estudos científicos mostram que 90% dos tumores podem ser causados por fatores e hábitos de vida ruins, mas que podem ser modificados. Orientamos que todas as mulheres mantenham uma vida saudável, com a prática de exercícios físicos, boa alimentação, controle do peso, abandono do tabagismo e da ingestão excessiva de álcool. Já em mulheres com história familiar de câncer de mama passamos a investigar a herança genética, com o estudo a partir de amostra sanguínea de possíveis mutações que possam predispor ao câncer de mama.

4 – E o que falta mudar?
Talvez ainda falte garantir o acesso para todas as mulheres do nosso país à mamografia anual, a partir dos 40 anos de idade em todas as regiões, para que consigamos o diagnóstico precoce. 

 

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