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Ingerir bebidas alcoólicas aumenta a probabilidade de desenvolver tumores

26 de janeiro

Ainda que o consumo de álcool seja uma atitude socialmente aceita, a ingestão de grandes quantidades é apontada como fator de risco para o desenvolvimento de câncer, principalmente os tumores do aparelho gastrointestinal, cânceres de cabeça e pescoço, pulmão e mama. A incidência tem relação direta às quantidades consumidas, de acordo com pesquisas[i].

O etanol é considerado principal elemento cancerígeno na composição das bebidas alcóolicas e pode contribuir de diversas maneiras para o aumento do risco e de incidências dos cânceres. Para a Dra. Flávia Tarcha, oncologista do IBCC Oncologia, “o álcool pode levar à irritação das mucosas da boca e garganta, o que leva a ocorrência de lesões que, ao serem reparadas pelo organismo, podem sofrer alterações no DNA das células e consequentemente desenvolver o câncer”, diz.

O metabolismo intestinal do álcool não só libera uma substância cancerígena chamada acetaldeído, como também pode provocar lesões no fígado, que geram um processo inflamatório e cicatricial que pode alterar o DNA celular, segundo estudos[ii].

Além disso, o álcool dificulta a absorção de vitaminas e do ácido fólico, também chamado de folato. A deficiência dessa substância está associada à incidência de câncer de mama e câncer colorretal, mostram outros levantamentos[iii].

[i]  (Vanella et al, 2019; Chen et al, 2011; Alvarez-Avellón et al, 2017; Connor, 2017).
[ii] (Seitz e Becker, 2007) (Boffeta e Hashibe, 2006). 
[iii] (Asante et al, 2018).

Combinação de álcool e tabaco

O álcool tem ação de solvente no organismo e pode facilitar a absorção de substâncias do tabaco e essa combinação tem efeito multiplicador. “Quem fuma tem um risco até 25 vezes maior de desenvolver um câncer de boca. Já quem bebe ao menos duas doses diárias de destilados aumenta em até dez vezes esse risco. Quando se consome ambos ao mesmo tempo, multiplica-se o perigo. Em câncer de laringe, por exemplo, esse risco pode chegar a mais de 100 vezes. Assim, além de o álcool ter o efeito isolado, ele potencializa o efeito do tabaco”, afirma a Dra.

É importante destacar que o álcool é prejudicial em todas as formas, mas o grande problema é o abuso dos destilados, pois o efeito carcinogênico é dose-dependente e esses são os que apresentam a maior quantidade de álcool por mililitro (ml). “A prevenção é o melhor caminho, por isso, cuide-se bem, invista em hábitos saudáveis e não deixe de realizar os exames de rastreamento.  Quando um câncer é detectado no início, são grandes as chances de sucesso no tratamento”, explica.

[1]  (Vanella et al, 2019; Chen et al, 2011; Alvarez-Avellón et al, 2017; Connor, 2017).
[1] (Seitz e Becker, 2007) (Boffeta e Hashibe, 2006). 
[1] (Asante et al, 2018).

© 2021 IBCC Oncologia | RT: Dr Walter Galvão CRM 112.793