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Internação prolongada. Em tratamento oncohematológico, marceneiro desenvolve maquetes e planeja a casa

20 de março

Ninguém gosta de ficar internado, mas às vezes não tem jeito. Seja para um tratamento ou para se recuperar de uma cirurgia, passar alguns dias no hospital pode ser entediante. Por outro lado, existem algumas atividades simples que, se as condições clínicas do paciente permitirem, ajudam a passar o tempo de uma forma mais agradável. Essa é uma das principais preocupações da terapeuta ocupacional do IBCC Oncologia, Maria Cecilia Brandão, profissional com vasta experiencia e especializada em reabilitação de mão e terapia assistiva.

Uma maneira que a profissional encontrou para incentivar um dos seus pacientes no IBCC Oncologia, Celso Ferreira de Freitas, de 62 anos, foi construir casas em miniatura com palitos de sorvete. Ele já tinha a ideia e a Cecilia providenciou o material.

Cuidamos para que ele tivesse acesso à palitos de sorvete, cola branca, copinhos plásticos, entre outras coisas e ele começou a construir essa que será a próxima casa dele“, diz Cecilia.

O marceneiro aposentado morador de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, passou recentemente pelo segundo procedimento de transplante de medula óssea no Hospital, pois houve reincidência de um mieloma diagnosticado em 2013. 

Durante o período desse primeiro transplante, Celso fez uma maquete e, ao retornar para a cidade em que mora, construiu a casa em que um dos filhos mora hoje em dia. “Encontrei distração ao fazer miniaturas e maquetes de objetos. Sei que o hospital não é local de férias, mas procurei usar o período de internação e com a ajuda e dicas essenciais da Cecilia, estou planejando a minha próxima casa. Essa orientação da terapeuta do IBCC, pode deixar esse período tenso um pouco mais leve e colaborou, mesmo que indiretamente, com a minha melhora“, ressalta Celso.

Fazer palavras cruzadas também é um bom exercício para a mente, assim como outros desafios semelhantes como caça palavras, jogos para a memória, lógica e jogo dos sete erros.

Atuo para que meus pacientes se tornem o mais autônomos possível e acredito que a terapia ocupacional é mais que distrair, é basicamente melhorar a qualidade de vida durante a internação. É fazer com que a distração seja uma maneira saudável e prazerosa de aprendizado“, ressalta Cecília.

Ela acrescenta que “às vezes uma troca de talher por um mais pesado ou com o cabo engrossado pode oferecer mais firmeza ao paciente e dessa forma o torna mais independente e confiante“.

A terapeuta lembra que a leitura pode ser uma ideia. “Ter à mão aquele livro esquecido na estante ou um novo relacionado à um tema de preferência é uma excelente oportunidade para adquirir conhecimento durante o período que o paciente ficar de molho“. Outra forma de distração é pegar um papel e escrever, desenhar ou pintar. Caso o paciente tenha algumas dessas habilidades, é uma ótima oportunidade para deixar a imaginação fluir.

A Terapia Ocupacional é mais um dos serviços oferecidos pelo IBCC Oncologia e uma das atuações é avaliar, orientar e intervir em questões relacionadas ao aspecto cognitivo, motor, mental, social e no desempenho das atividades básicas de vida diária (ABVD).

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