O câncer não espera. Por que é perigoso adiar diagnósticos e tratamentos oncológicos?

13 de agosto

Pandemia impactou em mais de 43% os casos de câncer no país

As estimativas de 2020 do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para pelo menos 625 mil novos casos de câncer por ano. Antes da pandemia do novo coronavírus, o câncer já ocupava o segundo lugar no ranking das principais causas de mortes no Brasil, atrás somente de doenças cardiovasculares, e agora precisa de atenção redobrada, uma vez que o diagnóstico precoce tem fator imprescindível no sucesso do tratamento oncológico.
Segundo dados de uma pesquisa do Instituto Oncoguia, o diagnóstico e tratamento das doenças oncológicas foram impactados em 43% devido à pandemia da Covid-19 no país, sendo 15% o percentual de pacientes com tratamentos adiados. A Organização Mundial de Saúde (OMS) lembra que o câncer é uma doença de emergência e quanto mais cedo for identificada, melhor será o resultado do tratamento. Informação reiterada pela oncologista clínica do IBCC Oncologia, Dra. Suelen Martins, aos pacientes. “O tratamento e o diagnóstico iniciais do câncer de forma precoce são muito importantes para um desfecho clínico positivo. Pacientes deixaram de fazer os exames de rotina, biopsias, cirurgias e muitas vezes isso acaba impactando nas chances de cura”, destaca.
Hoje, os hospitais já adotaram medidas seguras para manter os atendimentos e instituições especializadas como o IBCC Oncologia intensificaram as ações com fluxos oncológicos seguros, afinal, pacientes que tratam doenças oncológicas, hematológicas e imunológicas não podem esperar.

Fluxos seguros no hospital
Para consultas o paciente pode se dirigir diretamente ao ambulatório com a utilização de máscara. No local é verificada a temperatura e o bem estar geral dele. Existe uma triagem exclusiva para casos suspeitos em que a pessoa apresente: febre, dificuldade para respirar e dores no corpo. Em todos os setores do IBCC Oncologia há medidas para limitação e distanciamento um dos outros. São ações adotadas tanto nas recepções como em salas de espera, refeitório, elevador e demais ambientes do Hospital.
O IBCC Oncologia tem uma Unidade específica para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 totalmente isolada com leitos, UTI, atendimento e elevador exclusivos para essas internações. No Centro Cirúrgico é realizada a testagem de Covid-19 em todos aqueles que possuem cirurgia agendada. Havendo qualquer risco de infecção pelo coronavírus a cirurgia é reagendada.
Os profissionais de todas as áreas seguem os protocolos de segurança contra a Covid-19, com troca de uniformes dentro do hospital, constante higienização das mãos, uso da máscara adequada para cada tipo de atendimento e equipamentos de proteção individual.

Cuidados em casa e no percurso
A Dra. Suelen Martins também aborda os cuidados que os pacientes devem ter ao sair de casa, que inclui higienização das mãos e uso de máscara de proteção facial. “O paciente precisa já iniciar a higiene em casa: tomar banho, trocar de roupa, usar o álcool em gel, colocar máscara e ter o cuidado de trocá-la quando perceber que ela começa a ficar úmida. Leve sempre uma máscara extra e o próprio álcool em gel. As mãos ficam muito em evidência, podem estar ou ser contaminadas facilmente, por isso, é preciso evitar contato delas com objetos e pessoas. Caso isso aconteça, as mãos devem ser lavadas e se isso não for possível álcool em gel deve ser usado. Ao voltar para casa todo esse cuidado deve ser retomado: trocar a roupa, tomar banho, tirar a máscara e se higienizar para se descontaminar“, complementa a oncologista.

Números
Com as estimativas do INCA e calculando o prazo do início da pandemia em março, já se passaram mais de 4 meses. “Com a informação de que por mês teremos em média 50 mil novos casos de câncer, já chegamos próximo a 200 mil pessoas nesse universo. Esses diagnósticos não deixaram de existir, mas não estão sendo realizados. No início da pandemia, as Sociedades Brasileiras de Oncologia Clínica e Cirurgia Oncológica recomendaram o adiamento de cuidados eletivos para quem já estava em tratamento e não teria impacto, mas a detecção é imprescindível que aconteça e o primeiro tratamento também”, destaca o cirurgião oncológico do IBCC Oncologia, Dr. Abner Barrozo.

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