Unidade de Cuidados prolongados com 100 leitos, zera há dois meses casos de Covid-19 e registra apenas sete casos

26 de agosto

Mesmo com vulnerabilidades características, como pessoas acima de 60 anos tratadas no IBCC Jaçanã, não houve nenhum registro de óbito pela doença

A Unidade do IBCC Jaçanã é destinada exclusivamente para o cuidado e tratamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que necessitam de internação de longa permanência. Desde o início da pandemia, os profissionais do local, que disponibiliza 100 leitos com ocupação de 95%, por idosos e/ou pessoas com doenças crônicas, consideradas alvos para o desenvolvimento da Covid-19 na forma mais grave, seguiram as diretrizes e contaram com o apoio intenso do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da Unidade  com treinos e instruções, o que resultou na baixa taxa de contaminação. Apenas sete casos registrados nesses mais de 150 dias de quarentena e sem a ocorrência de óbito. Os profissionais passaram por diversos treinamentos e várias rodas de conversas realizadas de maneira sistemática sobre a doença e para a prevenção da Covid-19.

Com os sete pacientes plenamente recuperados, os casos foram zerados e permanecem controlados sem nenhuma nova ocorrência de infecção por Covid-19 há mais de 60 dias, ao contrário do que tem acontecido em São Paulo, em que houve registro de 190 óbitos e 755 casos novos da Covid-19 desde o início da pandemia, até 12 de junho, de acordo com mapeamento do Ministério Público em 449 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no município.

A recuperação desses pacientes se deve à rigorosa e reiterada atenção da equipe quanto a prevenção e o cuidado para evitar a contaminação deles. Foram realizados muitos treinamentos prévios e foi organizado um `Comitê de enfrentamento contra a Covid-19’ mesmo não existindo casos, porém sempre com a preocupação de preparar fluxos e aprontar   tratamentos para o caso de registro de infecções pela doença. Havia treinamento aos profissionais sobre colocação e retirada de uniformes e EPIs (Equipamento de Proteção Individual) sempre com a observação entre eles para que pudessem se ajudar e corrigir possíveis erros, afinal já havia a informação sobre uma maior vulnerabilidade dos pacientes do IBCC Jaçanã, especialmente pelas doenças que levaram grande parte deles à internação.

A supervisora administrativa do IBCC Jaçanã, Ingrid Gonçalves, destaca que as visitas foram sendo restritas de maneira gradual no Hospital e de acordo com o quadro de saúde geral de cada paciente. “Mesmo no período em que havia visita, as pessoas eram abordadas logo na entrada da Unidade, todas passavam pela aferição de temperatura e sempre solicitávamos para que higienizasse as mãos nos toaletes da recepção”, diz.

Além disso, havia a orientação para que se procedesse com o distanciamento adequado dos pacientes e para que fosse utilizada as máscaras de proteção facial durante todo o período e permanência nas dependências do Hospital. “Dos apenas sete registros de pacientes contaminados e mesmo com casos de doenças crônicas como as neurológicas todos estão recuperados. Os casos registrados no Hospital foram de pessoas com idade entre 55 e 80 anos e um deles pode ter sido infectado após contato com uma pessoa que teve a doença, mas que esteve assintomática”, observa Ingrid.

A coordenadora da área de Qualidade e Segurança do Paciente do IBCC Oncologia, Telma de Bellis Kühn, lembra que o objetivo da instituição sempre foi e será preservar a vida dos pacientes internados e evitar que fossem contaminados. Em todas as unidades da rede, foram adotadas medidas com fluxos seguros para limitar e determinar o distanciamento entre as pessoas. As iniciativas acontecem nos vários setores das unidades, tanto nas recepções como nos refeitórios, nos elevadores e nos demais ambientes individualmente. “Além disso, os profissionais seguem protocolos de segurança contra a Covid-19, com a troca de uniformes dentro das instalações das unidades, constante higienização das mãos, uso e manuseio adequado das máscaras sempre de acordo com o tipo de atendimento e a utilização de EPI”, destaca Telma.

Algumas das ações adotadas pelos profissionais da unidade:

  • Trocar uniformes dentro do hospital
  • Higienizar constantemente as mãos
  • Revisar a disponibilidade de álcool em gel em pontos estratégicos para facilitar o acesso e incentivar o uso
  • Usar máscara adequada para cada tipo de atendimento
  • Evitar aglomerações e colocar sinalizações para isso
  • Respeitar sempre essas sinalizações
  • Utilizar equipamento de proteção individual
  • Apresentar e assistir vídeos demonstrativos sobre o correto uso de EPIs
  • Treinar de maneira rigorosa para o correto manuseio de EPIs
  • Proceder com uma comunicação clara e frequente entre os profissionais, inclusive por WhatsApp
  • Acompanhar minuciosamente os casos suspeitos por todos os integrantes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar
  • Revisar fluxos de atendimento com a participação ativa dos participantes do ‘Comitê de enfrentamento contra a Covid-19’
  • Praticar de forma elevada a cultura da segurança do paciente, com discussão de casos e de avanços científicos
  • Ter atenção rigorosa aos detalhes de cada atendimento
  • Cultivar o incentivo mútuo de prevenção
  • Intensificar a limpeza de áreas comuns da Unidade
  • Disponibilizar entrada e acesso exclusivos para profissionais que prestam assistência aos pacientes com Covid-19
  • Destacar profissionais exclusivos para prestar assistência aos pacientes destinados à ala Covid-19
  • Destinar ala própria para pacientes positivos ou suspeitos de Covid-19
  • Proceder com a higienização de superfícies e celulares deforma constante
  • Apoiar a Medicina do Trabalho com a identificação e assistência dos profissionais suspeitos da doença
  • Engajar os profissionais para zerar os casos na Unidade
  • Controlar e prever as possíveis saídas de EPIs pelo setor de Farmácia e Almoxarifado

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