Câncer Infanto-juvenil: Diagnóstico precoce pode curar até 80% dos casos

13 de novembro

Identificar sinais, sintomas e buscar ajuda médica é essencial

O mês de novembro também é marcado por conscientizar a sociedade sobre o câncer infanto-juvenil (novembro dourado). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença é a primeira causa de morte (8% do total) entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, em contrapartida, 80% dos diagnósticos nessa faixa etária podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, ainda segundo o Instituto.

Nos adultos, em torno de 90% do aparecimento do câncer está relacionado a fatores esporádicos e ambientais, sendo apenas 10% hereditários. Diferente dos adultos, em que a exposição é maior aos estímulos nocivos ambientais, hábitos de vida não apropriados, uso de medicamentos e alimentação inadequada por longo período, nas crianças isso não acontece, segundo o dr. Evandro Carneiro, pediatra e médico intensivista da Unidade de Onco-hematopediatria do IBCC Oncologia, “primeiro devido ao tempo muito curto de vida não possibilitar a exposição a fatores ambientais prejudiciais ou mesmo a fatores endógenos – substâncias produzidas em nosso organismo, como Hormônios – e, segundo, porque não há grande facilidade de acesso voluntário à maior parte dessas substâncias”, destaca.

No próximo dia 23 de novembro é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil e o pediatra destaca que em crianças e adolescentes, a incidência do câncer é:

1º. Cânceres hematológicos ou medulares, representado pelas Leucemias originadas tanto nos Gânglios Linfáticos: as Leucemias Linfoblasticas/Linfóides e Linfomas, como originadas na Medula Óssea: as Leucemias Mielóides.
2º. Tumores de Sistema Nervoso Central, seguido dos Cânceres de origem em Gânglios Neurais os Neuroblastomas de Glândula Suprarrenal ou de Gânglios paravertebrais, que também costumam invadir a medula óssea.
3º. Tumores Renais.
4º. Tumores Ósseos.
5º. Cânceres de partes moles.
6º. Câncer Ocular.

Dra. Emanuelle Tramonte e Dr. Evandro Carneiro na Unidade de Onco-hematopediatria do IBCC Oncologia.

Como diagnosticar?
A partir de alguma queixa de dor ou desconforto da criança aos familiares, é necessário procurar o pediatra que utilizará o recurso do interrogatório complementar sistematizado. Na maioria dos casos, o médico fará exames físicos mais atento caso possua alguma suspeita ou sinal de alerta de alguma patologia oncológica e em complemento aos exames, fará a investigação de baixa invasividade, que auxilia tanto na detecção como no diagnóstico do câncer infantil. “Podem ser utilizados recursos desde o Diagnóstico por Imagem, com uso de Ultrassonografia de Alta Resolução, Ressonâncias Nucleares Magnéticas e PET-Scans cada vez mais potentes, passando pela grande disponibilidade de recursos endoscópicos e de patologia celular e até exames diagnósticos moleculares e genéticos cada vez mais acessíveis, acurados e específicos”, detalha a dra. Emanuelle Tramonte, pediatra da Unidade de Hematologia e TMO infantil do IBCC.

Existem sinais que servem de alerta aos pais?
Os pais devem estar atentos à palidez cutâneo mucosa, crescimento de gânglios (caroços no corpo) e sinais de sangramento, além de hematomas espontâneos no corpo e febre. A melhor maneira de diagnosticar e controlar o Câncer é através da pesquisa direcionada da doença, com profissionais qualificados e direcionados para a investigação de sinais e sintomas relacionados ao problema.

Evolução da ciência e tratamentos eficazes
Especialmente para os Cânceres de origem Hematológica, as Leucemias Linfóides, Mielóides e Linfomas, conforme sejam historicamente os mais frequentes, a Ciência, preocupada, evoluiu muito através dos tempos tanto na sua detecção como no seu tratamento. Ainda de acordo com o médico, há ensaios para tratamento, coleta e análise dos dados resultantes de cada terapia, protocolos internacionais para controle de cada doença, em cada estado de invasão estabelecidos como os de melhor resposta e aplicados por todo o Planeta.

Ao se associar aos protocolos internacionais de tratamento a modalidade terapêutica do Transplante de Medula Óssea, os resultados do tratamento se tornaram ainda melhores, chegando a níveis de cura de 80% e em algumas situações até ultrapassando esta marca”, finaliza.

© 2020 IBCC Oncologia | RT: Dr Walter Galvão CRM 112.793