Incidência
De acordo com o INCA, o câncer representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos).

Em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

Especialmente para os Cânceres de origem Hematológica, as Leucemias Linfóides, Mielóides e Linfomas, conforme sejam historicamente os mais frequentes, a Ciência, preocupada, evoluiu muito através dos tempos tanto na sua detecção como no seu tratamento. Conforme o mundo se organizou em ensaios para tratamento, colhendo, analisando e revelando sistematicamente todos os dados resultantes de cada terapia, protocolos internacionais para controle de cada doença, em cada estado de invasão foram sendo estabelecidos como os de melhor resposta e aplicados por todo o planeta.

Ao se associar aos protocolos internacionais de tratamento a modalidade terapêutica do Transplante de Medula Óssea, os resultados do tratamento se tornaram ainda melhores, chegando a níveis de cura na ordem dos 80% e em algumas situações, até ultrapassando esta marca.

O IBCC Oncologia está representado neste cenário através da Hematologia que, associada a um dos maiores centros de mundiais pesquisa em câncer hematológico, contribui para aprimoramento dos protocolos internacionais através do fornecimento de dados de todos os pacientes aqui transplantados, devidamente protegidas as suas individualidades.

Nos adultos, em torno de 90% do aparecimento do câncer está relacionado a fatores esporádicos e ambientais, sendo apenas 10% hereditários. Diferente dos adultos, em que a exposição é maior aos estímulos nocivos ambientais, hábitos de vida não apropriados, uso de medicamentos e alimentação inadequada por longo período, nas crianças isso não acontece, primeiro devido ao tempo muito curto de vida não possibilitar a exposição a fatores ambientais prejudiciais ou mesmo a fatores endógenos – substâncias produzidas em nosso organismo, como Hormônios – e, segundo, porque não há grande facilidade de acesso voluntário à maior parte dessas substâncias.

A grande maioria dos cânceres infanto-juvenís se originam de mutações genéticas ocorridas em algum momento do desenvolvimento infantil, mas verificou-se que tais mutações não são aleatórias, ao contrário, seguem um certo padrão de comportamento. Tais mutações podem ter sua origem em uma infecção viral específica ou em uma exposição à irradiação ondulatória inadvertida ou mesmo no caso de ter havido alguma falha na transcrição genética no momento de construir uma proteína ou enzima.

Este padrão genético, se identificado através de exames específicos, é muito útil tanto para o diagnóstico do câncer e, permitindo imaginar qual o tipo de evolução deste câncer, determinam qual o melhor tipo de tratamento para o controle daquela doença, especificamente.

Dizem alguns estudiosos que, normalmente, produzimos até cinco células cancerosas por dia, mas que o nosso sistema imunológico é plenamente capacitado para reconhecer e destruir tais células.

Se tal mutação ocorrer em um momento vulnerável de nosso sistema de defesa, ela pode impedir que nossos sistemas de defesa reconheçam ou destruam tais aberrações genéticas e, deste momento em diante, a criança passa a desenvolver o câncer, de modo progressivo.

 Cânceres hematológicos ou medulares, representado pelas Leucemias originadas tanto nos Gânglios Linfáticos: as Leucemias Linfoblasticas/Linfóides e Linfomas, como originadas na Medula Óssea: as Leucemias Mielóides.
 Tumores de Sistema Nervoso Central, seguido dos Cânceres de origem em Gânglios Neurais os Neuroblastomas de Glândula Suprarrenal ou de Gânglios paravertebrais, que também costumam invadir a medula óssea.
 Tumores Renais
 Tumores Ósseos
 Cânceres de partes moles
 Câncer Ocular

A partir de alguma queixa de dor ou desconforto da criança aos familiares, é necessário procurar o pediatra que utilizará o recurso do interrogatório complementar sistematizado. Na maioria dos casos, o médico fará exames físicos mais atento caso possua alguma suspeita ou sinal de alerta de alguma patologia oncológica e em complemento aos exames, fará a investigação de baixa invasividade, que auxilia tanto na detecção como no diagnóstico do câncer infantil. Podem ser utilizados recursos desde o Diagnóstico por Imagem, com uso de Ultrassonografia de Alta Resolução, Ressonâncias Nucleares Magnéticas e PET-Scans cada vez mais potentes, passando pela grande disponibilidade de recursos endoscópicos e de patologia celular e até exames diagnósticos moleculares e genéticos cada vez mais acessíveis, acurados e específicos.

A principal chave para um melhor controle do câncer passa pela pesquisa direcionada da doença e, para isto, é preciso que os profissionais da saúde que cuidam de crianças e adolescentes se lembrem que o câncer também existe na faixa pediátrica. Só assim, através da investigação de sinais e sintomas relacionados ao problema, poderemos promover a desejada detecção precoce.

Os pais devem estar atentos à palidez cutâneo mucosa, crescimento de gânglios (caroços no corpo) e sinais de sangramento, além de hematomas espontâneos no corpo e febre. A melhor maneira de diagnosticar e controlar o Câncer é através da pesquisa direcionada da doença, com profissionais qualificados e direcionados para a investigação de sinais e sintomas relacionados ao problema.

Um dos objetivos em foco, antes de se obter a cura do Câncer, é que o Paciente em recuperação tenha a melhor Qualidade de Vida possível em todos os aspectos Biológicos, Psicológicos e Sociais. Dependente do tipo e localização do Câncer e, sempre, da possibilidade de remoção de toda a célula maligna é que se fala em “Critérios de Cura”. Cada tipo de Câncer tem um Critério de Cura mas, na maioria das vezes, se fala em Cura quando não é possível detectar qualquer atividade da Doença Maligna durante 5 anos.

A equipe Multidisciplinar é de extrema importância tanto para o Acolhimento, para a Programação Terapêutica, para o Controle de Danos como para a Reintegração do Paciente e de sua Família de volta, na Sociedade.

Sim, mas nada pode ser feito de modo amador. É necessário, sim, que se tenha muito amor, mas um amor que precisa ser capacitado. Os pais e a equipe precisam compreender a criança como um todo, respeite sua capacidade de entendimento, sua idade, sua cultura, sua religiosidade e reconhecer também que a criança está enfrentando dificuldades que dificultam a comunicação, como o grau de sedação, alterações metabólicas ou mesmo confusão mental a qual está submetida em decorrência de sua própria Doença ou de seu Tratamento.

É necessário ser profissional nesta abordagem porque, especialmente no relacionamento com adolescentes, naturalmente muito observadores e questionadores, caso estes entendam que estamos sendo negligentes ou mesmo mentirosos na informação, o vínculo duramente construído pode ser desfeito nesta comunicação.

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