Dia Mundial da Sepse: Brasil tem em média 670 mil casos por ano

11 de setembro

A Organização Mundial da Saúde calcula que no mundo cerca de 50 milhões de pessoas apresentem quadro de sepse (definida como um conjunto de manifestações graves no organismo produzido por uma infecção), com 11 milhões de óbitos. A maioria dos casos se concentra em países de baixa e média renda (85%), sendo que as crianças são as mais afetadas, representando 40% dos casos (2,9 milhões  de mortes anualmente). Nas UTIs, 50% dos casos de sepse são devidos a infecções adquiridas nas instituições de saúde, levando à óbito pelo menos 42% destes pacientes.  


Neste dia 13, dia mundial da sepse lembramos que no Brasil, segundo um estudo feito pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), ocorrem 670 mil casos por ano com taxas de óbito em média de 50%. “Mesmo os doentes que sobreviveram ao quadro infeccioso não estão fora de perigo, pois estima-se que metade virá à óbito dentro de um ano ou terá incapacidade física de longo prazo”, segundo o infectologista do IBCC Oncologia, Dr. Marcos Antonio Cyrillo.

 

Os fatores de risco para sepse incluem: extremos de idade, gravidez, doenças crônicas, como cirrose ou diabetes, uso de corticoides ou quimioterápicos, câncer, HIV, distúrbios imunológicos, uso de drogas injetáveis ou álcool, história de colocação de próteses cardíacas ou ortopédicas, entre outras.


Os sintomas de quadro sugestivo de sepse incluem: febre, taquicardia, dificuldade para respirar, hipotensão e alterações funcionais de órgãos, associados a um quadro de infecção , comumente pulmonar ,urinária, abdominal ou de pele.  As medidas de prevenção  e redução da mortalidade englobam: infraestrutura adequada de saúde, vacinação segura e efetiva, sendo que no Brasil tem o Programa Nacional de imunizações (P.N. I.), além de condições de saúde, saneamento básico e prevenção das infecções relacionadas a assistência a saúde (IRAS). Outro ponto importante é a prevenção e tratamento das doenças crônicas, tais como diabetes, cardiopatias e doenças pulmonares.

 

“Ressaltamos a importância das instituições de saúde elaborarem protocolos de diagnóstico e tratamento da sepse, reduzindo o impacto socioeconômico destas infecções”, conclui o infectologista.

 

© 2020 IBCC Oncologia | RT: Dr Walter Galvão CRM 112.793